O Regresso do Na Estrada

Posted by | Posted in blog, naestrada | Posted on 28-07-2010

… De forma que há duas semanas estávamos eu e o Amadeu todos entusiasmados, “finalmente o Na Estrada vai voltar a sair, vamos pôr a coisa em dia de uma vez por todas, vai ser um espectáculo”, e tal, de tal maneira que já toda a gente nos dizia para nos calarmos com o Na Estrada de uma vez por todas.

Suspeito que nos amaldiçoaram, aliás, porque só tivémos tempo de publicar o primeiro episódio da segunda temporada, e logo a seguir o servidor onde estão os ficheiros (e este site) vai abaixo por uns tempos.

Mas pronto, a coisa resolveu-se (obrigado Sérgio), e agora estamos de volta. Hoje já saiu o segundo (e último) episódio da temporada 2, e se tudo correr bem, continuaremos directamente para a temporada 3, a da semana que passámos na Holanda em 2009.

Espero eu, pelo menos…

Memórias por aí…

Posted by | Posted in blog | Posted on 27-07-2010

Há coisa de uma semana escrevi o post abaixo no meu Facebook, porque me apeteceu escrever isto e este blog estava com problemas técnicos. Como eu odeio o Facebook para blogging, estou a fazer repost aqui, que é onde estas coisas devem estar arrumadinhas.

Certos locais marcam pelas pessoas que associamos a eles.
Na Amadora, há uma zona onde passo imensas vezes, mas onde não consigo evitar pensar nas vezes em que lá ia ter com a primeira mulher que amei. Lembro-me das vezes em que fui ter com ela na minha hora de almoço, só para lhe dizer olá, apesar de ter que fazer 60km e ficar sem tempo para comer. Lembro-me de ir almoçar a casa dela. Lembro-me de a ir buscar para passarmos juntos o único serão romântico que tivemos (pelo menos foi romântico para mim; mas entre jantar, flores, velas, e dança no escuro, fiz o que pude para ser para ela também).
Lembro-me de quando subi de elevador para me despedir dela, depois de saber que nunca haveria nada entre nós.
Outro sítio que me faz sempre pensar em alguém é Sesimbra. Na altura pensava que estava apaixonado, mas olhando para trás, estava só enluxuriado, por assim dizer. As memórias dos nossos passeios ocasionais pela praia de Sesimbra são fortes na mesma.
Também tenho memórias fortes do teleférico do Parque das Nações. Vocês não querem saber porquê.
Ou mesmo que queiram, eu não quero dizer.
Hoje falaram-me em ir ao Jardim Zoológico, e a primeira coisa em que pensei foi no dia fabuloso que lá passei com uma amiga, no meio do qual olhei para ela, trocámos um sorriso, e eu percebi que estava apaixonado por ela há anos.
Enfim. Podia continuar, mas não vale a pena. Não tenho nenhuma conclusão sobre tudo isto.
Simplesmente dei comigo a pensar em quanto de nós deixamos nos locais onde nos partilhamos com alguém.

No Pants Jimmy Jamma’s Most Excellent Super Mixtape Podcast! #7 – No Carro do Meu Irmão

Posted by | Posted in blog, mixtape | Posted on 06-07-2010

Normalmente, as introduções às minhas mixtapes costumam ser curtas. Mas esta é especial, portanto vou puxar pelos galões de proprietário deste blog, e permitir-me falar um bocado (também) sobre mim mesmo.

Este fim de semana, por motivos que agora não interessam nada*, andei a passear com o carro do meu irmão. E como faço sempre que uso carros alheios, levei coisas minhas para ouvir, neste caso vários podcasts.

Por alguma razão, no entanto, o autorádio do meu irmão não conseguiu ler o meu SDCard, pelo que tive que me sujeitar à musica dele.

Não custou tanto como eu pensava. Estava à espera de não gostar de praticamente nada, mas vai-se a ver, e dei comigo a reconhecer montes de músicas.

“Olha esta!”, “Meu Deus, já não ouvia isto há séculos!”, e outras frases do género. Passei o tempo todo assim. E dei comigo a pensar no porquê.**

Eu tenho três irmãos. Durante a minha infância e adolescência, passei mais tempo com uns que com outros em diversas fases, mas todos foram importantes na minha formação, naturalmente.

No entanto, o mais novo dos meus irmãos tem mais dez anos que eu. O que significa que quando eu comecei a gostar de musica que não fosse para bebés, já ele estava quase adulto.

E em plenos anos 80.

De forma que a música a que fui sendo exposto foi a que os meus irmãos ouviam, especialmente a desse tal mais novo. O meu gosto musical foi-se formando à volta do dele. Eventualmente (e rapidamente) divergiu, mas as raízes ficaram lá.

As músicas que ouvi no carro dele são parte das minhas raízes. Algumas já não ouvia desde essa altura. Outras ouvi muitas, muitas vezes, e levaram-me a outras músicas e outros artistas. Mas todas me agradavam na altura, e acabam por me agradar ainda, embora em muitos casos por razões diferentes.

Portanto, eu peguei nessas músicas, e decidi fazer um mixtape especial (em duas partes, porque ainda são bastantes músicas). Não tanto para partilhar as músicas convosco, porque suspeito que provavelmente já conhecerão a maioria, mas como um pequeno tributo ao meu irmão, que para além de tantas outras coisas, deu-me música.

Obrigado, Paulo. Pela música, e por tudo****.

Read the rest of this entry »

Psi

Posted by | Posted in blog | Posted on 27-06-2010

Ontem, por ocasião do aniversário de uma amiga minha, fui pela primeira vez ao Restaurante Psi, um vegetariano na Alameda de Sto. António dos Capuchos, em Lisboa.

E não volto a pôr lá os pés.

O primeiro ponto negativo foi o facto de não servirem nem cerveja nem vinho. É certo que isto é prerrogativa do estabelecimento, e é um problema meu, não deles. Mas não os ajuda muito.

Quem conhece o restaurante saberá que a maior parte das mesas estão cá fora, num recinto redondo, e delimitado por portas de alumínio, estilo portas de varanda. Era aí que estavam as mesas reservadas para nós.

No entanto, quando tentámos entrar para esse recinto (e isto depois da aniversariante já ter informado o restaurante de que já tinhamos chegado, só estávamos no jardim à espera de mais convidados), a empregada fechou a porta, informando-nos que não, a porta não era por ali, não podíamos entrar. Obrigou-nos a contornar o círculo para entrarmos pelo lado oposto para o mesmo exacto local.

Mais tarde, ao verificarem que uma das mesas alinhadas para nós ainda estava vazia, os responsáveis pelo estabelecimento perguntaram à aniversariante se realmente precisávamos daquela mesa. Ela informou-os que sim, precisávamos, os convidados em questão chegariam mais tarde.

De notar que eu não tenho problemas com isto. É uma pergunta perfeitamente razoável, o restaurante tem que ganhar dinheiro, e mesas vazias não se pagam a si mesmas.

Só que eles voltaram a fazer a pergunta mais DUAS vezes. E sim, eventualmente os convidados chegaram. Ao menos depois disso deixaram de perguntar.

Mais tarde, ao levantar a mesa, a empregada estava colocada por trás de mim, a retirar um prato do lado oposto. E acidentalmente deu-me com o prato no topo da cabeça. Nada de grave, nem sequer magoou. Acontece.

Eu respondi com um “obrigado” em tom jocoso.

A resposta dela foi “pois, isto está dificil, as pessoas não colaboram…”

Ou seja, em vez de pedir desculpa, queixou-se de não levantarmos os pratos por ela.

Verdade seja dita, a comida estava excelente. E nem sequer paguei muito.

Ainda assim,  e chamem-me picuínhas se quiserem, mas não é sítio onde me voltem a apanhar.

7 Anos

Posted by | Posted in blog | Posted on 25-06-2010

O Armário das Calças faz hoje sete anos.
E todo este tempo passado, continuo a questionar-me se disse alguma coisa de jeito…

(To Be Continued; estou apertado de tempo hoje, mas brevemente terei mesmo que fazer uma reflexão sobre o percurso do Armário. Mais que não seja para decidir o futuro…)

Os meus podcasts favoritos (no momento)

Posted by | Posted in blog, podcasts | Posted on 21-06-2010

Já andava há séculos para fazer um post sobre os meus podcasts favoritos (não simplesmente os que oiço, mas os que faço QUESTÃO de ouvir, mesmo que seja com meses de atraso), e nunca mais arranjava motivação para isso…

Na semana passada, alguém no Twitter pediu conselhos sobre podcasts interessantes, e pronto, aqui estamos nós.

E aqui estão eles:

43 Folders - É infrequente, mas é sempre interessante. As temáticas normais são produtividade e criatividade, duas coisas de que eu preciso sempre, daí gostar disto.

Creative Screenwriting Magazine - Essencial para quem gosta de dissecar filmes e a respectiva escrita. As entrevistas são normalmente aos argumentistas, mas de vez em quando aparecem também realizadores, produtores, actores, etc. E todos têm um ponto de vista digno de ser ouvido. ATENÇÃO: NUNCA ouvir um destes podcasts sem ver o respectivo filme primeiro!

Exploration - Não é bem um podcast, é um programa de rádio distribuido também em podcast. Mas é mais que óbvio que o formato e a edição não são pensados para podcasts, o que leva a muita repetição. Para além disso, os constantes pedidos e edições especiais para incentivar a doação de fundos para a rádio tornam-se cansativos. Mas é pena, porque o Michio Kaku (sim, o programa é dele) tem MUITO jeito para transformar as questões científicas mais complexas em algo perfeitamente compreensível, e o pessoal entrevistado consegue fazer o mesmo. O conteúdo compensa os defeitos, na minha opinião.

Fanboy Radio - O nome diz tudo. Um grupo de fãs fala de vários aspectos da cultura geek (com ênfase em comics), e entrevista vários dos criadores envolvidos. Bom material, se se está disposto a ignorar o entusiasmo dos fanboys.

I Should Be Writing - ”A podcast BY a wannabe fiction writer, FOR wannabe fiction writers”. Esta frase foi o subtítulo do podcast durante muito tempo, e só deixou de ser porque a autora foi finalmente publicada, e deixou oficialmente de ser “wannabe”. Mas o conteúdo continua o mesmo, e ainda é um dos meus podcasts favoritos sobre escrita criativa.

Lado B - O melhor podcast nacional de música. Ponto final.

Net@Night/TWiT - Notícias de tecnologia para todos os gostos, com entrevistas interessantes e debates acesos. Ambos são bons para me manter actualizado nestas coisas.

NOVA Science Now/ Scientific American Podcast/ Science Magazine Podcast/Science@NASA - Estes podcasts têm a mesma utilidade para mim que os dois directamente acima, só que enquanto aqueles são sobre tecnologia, estes são sobre ciência. Provavelmente não precisaria de ouvir todos eles, mas assim tenho diversos pontos de vista sobre alguns assuntos. E são todos igualmente bons, apesar dos formatos diferentes.

NYUB - Demasiado infrequente, mas é capaz de ser o meu podcast de música favorito. Ironicamente, dou comigo a gostar de muitas das musicas “criticadas” no genérico…

Open Source Sex – Essencialmente, este podcast consiste de contos eróticos. Não costumo ter pachorra para audio-erótica, não é por isso que está nesta lista. Está aqui porque, de vez em quando, a autora fala de assuntos ligados a sexo, seja de forma espontânea, ou numa leitura de uma qualquer palestra que deu previamente, que são muito interessantes mesmo. O que compensa o resto.

Psychedelic Salon - Como o nome indica, isto é psicadelismo a rodos. Palestras do Timothy Leary, Terrence McKenna, e outras personalidades importantes da cultura psicadélica. Não é para todos, mas quem se interessar minimamente por estas coisas tem aqui um verdadeiro tesouro. No meu caso, abre-me a mente e dá-me ideias. Mesmo que não tenham directamente a ver com psicadelismo, ajuda-me a pensar no mundo de maneiras diferentes.

Radio OK Fred - Outro podcast de música que não aparece vezes suficientes. Este é feito a partir do Japão, e consequentemente os gostos musicais são mais bizarros, mas é isso que o torna interessante.

Radiologia - Do trio de “fundadores” do podcast nacional,  no qual orgulhosamente me incluo, este é o único resistente, e continua a ser o melhor podcast de amena cavaqueira que conheço. E o facto de falarem de mim quase todas as semanas, e de eu lá ir no próximo sábado, não influencia minimamente a minha opinião, garanto-vos.

Slice OF Sci-Fi - Noticias e críticas sobre o Fantástico em geral, embora com ênfase em cinema e tv.  O podcast normal é bom o suficiente, mas as edições semanais de voicemail dos ouvintes são imperdíveis…

The Dragon Page Cover To Cover - Mesma coisa que o Slice Of Sci-Fi, basicamente, mas sobre livros.

The Secrets - O MELHOR podcast sobre escrita criativa, ponto final! A quantidade de coisas que aprendi aqui é ENORME! Um dos meus livros foi escrito de acordo com processos e dicas aqui explicados e enumerados. Não é um podcast activo, mas vale a pena ouvir todo o arquivo. É sempre actual.

Wordballoon - Essencialmente sobre comics, mas ocasionalmente abrangendo outras áreas, este podcast consiste de longas e pormenorizadas conversas com autores, completamente informais, falando principalmente daquilo que fazem para ganhar a vida, mas tocando em tudo e mais alguma coisa. Incluindo imitações do Orson Welles bêbedo.

Writing Excuses - Eles dizem que não são muito espertos, mas sabem do que falam. Podcasts curtos, de cerca de 15 minutos, cada um lidando especificamente com uma área ou aspecto do mundo da escrita.

TEDTalks – Por alguma razão, eu não recebo isto como podcast, faço sempre o download directo. Mas conta na mesma, e mesmo que não contasse, eu inclui-lo-ia na lista. Cada um destes videos tem ideias que podem mudar o mundo.  Isso não é algo que se deixe passar ao lado.

Novamente, estes não são todos os podcasts que oiço, são aqueles sem os quais já não passo.

Ainda alguém tem dúvidas do porquê de raramente ouvir rádio?

No Pants Jimmy Jamma’s Most Excellent Super Mixtape Podcast! #6 – Pop(ish)

Posted by | Posted in mixtape | Posted on 20-06-2010

Depois da excelente recepção da mixtape da semana passada*, decidi que vou tentar manter alguma regularidade nisto. Portanto, cá vai a desta semana, com uma selecção bem mais… acessível… que a da semana passada. Espero que gostem, e não tenham medo de comentar.

Utah Rangers – Theme Song
Kate Miller-Heidke – Politics In Space
Jenny Lewis – Acid Tongue
Voluntary Butler Scheme – Tabasco Sole
Local Natives – Airplanes
The Sweet Serenades – Die Young
Alibi Tom – Sometimes I’m Afraid

*Não recebi nenhum comentário negativo, o que é excelente; por outro lado, o único comentário que recebi foi “bom, isto é muito…obscuro”, e nem sei quantas vezes o ficheiro foi sacado, mas isso não interessa nada…

No Pants Jimmy Jamma’s Most Excellent Super Mixtape Podcast! #5 – Haunt

Posted by | Posted in mixtape | Posted on 10-06-2010

É verdade sim senhoras, depois de quase dois anos de ausência, o No Pants Jimm… pronto, o NPJJMESMP regressa, com meia hora de música de que eu gosto!
(O único critério de selecção para isto continua mesmo a ser se eu gosto das músicas ou não…)
Desta vez, são só cinco faixas, mas são algo grandes, portanto o podcast chega à meia hora. Todas elas são músicas que me assombraram durante dias (algumas durante meses) a fio.
NO ENTANTO.
Conhecendo os meus gostos como conheço, tenho as minhas duvidas se todos, ou sequer se a maioria dos ouvintes vai conseguir chegar ao final do ficheiro. Depois digam alguma coisa, ok?

Read the rest of this entry »

Never Tear Us Apart

Posted by | Posted in blog, música, videos | Posted on 01-06-2010

Ainda estou vivo, embora continue a sofrer de letargia criativa aguda. Brevemente direi alguma coisa de substancial, mas para já, fiquem com uma música bonita.

Record Club: INXS “Never Tear Us Apart” from Beck Hansen on Vimeo.

Ena pá, há que tempos que não te via, e tal…

Posted by | Posted in blog | Posted on 15-03-2010

Ontem, em conversa com uma amiga via Messenger, ocorreu-me mais uma daquelas experiências que acho que toda a gente tem, menos eu.
Ela estava a contar um episódio envolvendo um reencontro (ou quase reencontro, não chegaram efectivamente a falar um com o outro) com um antigo colega de escola.
Esse género de coisa nunca me acontece, e acho sinceramente que é o tipo de experiência que me está mais ou menos vedada.
Primeiro, porque o meu cérebro tem tendência para desarquivar rostos a uma velocidade bem maior do que a aconselhável para evitar embaraços.
E segundo, porque tirando aqueles de quem ainda sou amigo hoje em dia, eu nunca fui muito chegado aos meus colegas. Sinceramente, não tinha na altura as ferramentas mentais para ter muitos amigos.
Não quer dizer que não houvesse pessoas com quem me dava bem. Mas apesar de gostar dessas pessoas, não era o género de amizade que fica para sempre, ou pelo menos a longo prazo, e como tal depressa deixei de ter noticias deles, e sempre encarei isso como natural.
No entanto, admito que gostava de saber por onde andam alguns deles.
Ocorrem-me por exemplo as Duas Raparigas Jeitosas do liceu, uma que todos jurávamos que havia de ser modelo, e outra que tinha um sorriso contagiante.
Acho que cheguei a escrever uma letra ordinária sobre as duas, para ser cantada com a melodia do “papa a papa”. Mas posso estar enganado.
Também gostava de saber de um tipo com quem me dava nos primeiros anos do secundário. Não me recordo do nome dele, porque o tratávamos pela alcunha.
Também não me lembro da alcunha. Mas na altura dávamo-nos bem. Depois fomos para turmas diferentes, e estive anos sem o ver. Quando o voltei a ver (numa das poucas excepções à tal impossibilidade de ter estas experiências), ele já estava empregado.
E meu Deus, como estava cagão! O emprego tinha-lhe subido à cabeça, e ele tinha-se tornado, a meus olhos pelo menos, insuportavelmente pretensioso.
Acho que ele trabalhava como algo semelhante a assistente pessoal do Carlos Cruz.
Confesso que tenho alguma curiosidade por saber por onde ele anda hoje em dia…