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Update criativo – Passado
Posted by | Posted in blog, escrita | Posted on 07-12-2009
Na semana passada, coloquei o último prego no caixão do projecto abortado de banda desenhada.
Mais especificamente, fiz um novo outline de 2200 páginas. Porque o fiz, se o projecto foi cancelado? Porque me pareceu um exercício interessante. Mesmo não pretendendo continuar a escrita da história, o facto de ter o outline feito ajuda-me a ver o que fiz mal em termos de planeamento. O que ajudará a que o próximo projecto saia melhor.
Entretanto, a colaboração de que falei há tempos também foi por água abaixo. Diferenças criativas, acreditem ou não.
O que se passou foi que eu tinha uma ideia para uma história que eu escreveria em prosa, e depois convidaria uma amiga minha (com quem ando há muito tempo a tentar colaborar) para a adaptar para teatro.
Vai-se a ver, e ela também tinha vontade de colaborar comigo. E convidou-me para co-escrever com ela uma peça em que já estava a trabalhar (e na qual estavam envolvidas outras pessoas, mas a nossa parte seria feita a dois).
Melhor ainda, o tema que ela queria abordar era precisamente o mesmo que eu estava a pensar para a tal história! De forma que as coisas pareciam bem alinhadas, eu disse que sim, e tentámos fundir os dois projectos.
Não resultou. O problema é que a história que eu queria contar, muito embora tematicamente tivesse a ver com o que ela já tinha feito do lado dela, requeria uma abordagem algo específica em termos de tom que não era minimamente compatível com o projecto já existente.
Portanto, a minha ideia voltou para mim, ela vai fazer a peça dela (que eu até vou anunciar aqui quando houver notícias), e ficou a promessa de colaborarmos eventualmente noutra coisa qualquer.
De forma que pronto. Dois projectos devolvidos à pasta das ideias soltas.
Ou então… Não. Stay tuned…
P.S.: Já agora, a dita amiga tem um projecto musical aqui. Passem por lá, que ela agradece.
P.P.S.: Obviamente, quando acima eu digo “outline de 2200 PÁGINAS”, o que eu quero dizer é “outline de 2200 PALAVRAS”. Eu não sou nem mentiroso nem inumano, afinal de contas. Obrigado ao Jorge Amorim por me ter chamado a atenção para a minha gaffe.
Isto dito, é uma gaffe à qual eu achei uma certa piada, e dá-me algo a que aspirar. Portanto, fica como está.


