Memórias aos quadradinhos – Solidão

Posted by | Posted in blog | Posted on 08-09-2010

A minha adolescência teve fases estranhas.

Lembro-me de um ano particularmente dificil, embora não mo parecesse na altura, em que vivi praticamente isolado do mundo.

Na altura, eu era aquilo que o meu melhor amigo costuma definir como “socialmente inepto”, consequentemente tinha poucos amigos. Tinha dois, para ser mais exacto, com quem raramente tinha possibilidade de estar. E como na escola só tinha uma disciplina na altura (matemática; não perguntem), não tinha grandes hipóteses de fazer mais amizades. A minha vida resumia-se à minha familia, praticamente.

Tirando as idas regulares à loja de comics.

A minha mesada não era grande (seis contos, pelo que me lembro; €30, para quem precisa de tradução), mas quase tudo ia para comics.

Aliás, o que sobrava nem sequer chegava para pagar a deslocação à loja. O que eu fazia era apanhar o autocarro gratuito do Jumbo que passava perto de minha casa, e chegado lá apanhava o autocarro do Jumbo que parava perto da loja. E invertia o processo para o regresso. Demorava tempo, mas ia de Queluz a Lisboa sem gastar um tostão.

Seja como for, os comics e os filmes eram os meus escapes de eleição da altura, e a viagem à loja era essencial na minha rotina. Era a única altura do mês em que sentia que pertencia ao Mundo, em que me sentia inserido em algo mais que o meu mundinho pequeno. Inserido, não encaixado. Encaixar nunca encaixei muito bem.

Foi uma época particularmente solitária da minha vida, embora eu raramente me permitisse achar isso. De uma das poucas vezes em que o fiz, lembro-me de pensar em quantos amigos a sério eu realmente tinha. E passados os membros da família, e os tais dois amigos, o primeiro nome que me ocorreu foi o do proprietário da loja.

Que eu mal conhecia, e com quem não tinha relação nenhuma para lá de me vender os comics e ser aparentemente um gajo porreiro.

Foi um dos momentos da minha vida em que decidi que algo tinha que, e havia de, mudar.
Ainda demorou alguns anos, mas eventualmente mudou mesmo. Mas por outros motivos, que agora não vêm ao caso.

Entretanto, acabei por deixar de frequentar a loja, por questões monetárias. Comecei a ter outras despesas, e o meu orçamento era o mesmo, e decidi que não era capaz de cortar só alguns comics, pelo que cortei com todos.

Estive 5 ou 6 anos sem voltar lá. Quando voltei, a loja física estava noutro local, mas o dono ainda era o mesmo.

Ele ainda me conhecia a cara. E a lista de leituras habitual. E a minha morada. E o meu nome completo.

Não o vejo muitas vezes, embora nos encontremos pelo menos uma vez por ano, no FIBDA. Acho que agora não teríamos muito em comum, mas tenho alguma pena de não ter reconhecido o potencial para amizade quando devia.

Os meus crimes do dia a dia

Posted by | Posted in blog | Posted on 07-09-2010

Corre o boato de que a Marvel vai enviar avisos a todos os sites de distribuição de scans de comics, ameaçando acção judicial se não fecharem as portas, ou pelo menos deixarem de distribuir o material deles.

Isto é interessante para mim.

Eu saco MUITA coisa da internet. Filmes, TV, música. E claro, comics. Muitos comics.

Não tenho problemas em assumi-lo publicamente, por uma razão muito simples: tenho a consciência tranquila, porque invariavelmente, desde que me seja de todo possível, eu acabo por comprar aquilo de que realmente gosto. E o que não gosto, ou não gosto muito, não compro. Como não compraria se não sacasse.

Relativamente a filmes, só saco cópias de dvds. Recuso-me a ver aquelas coisas foleiras filmadas da fila de trás nos cinemas. A minha colecção de dvds é quase toda feita de coisas que vi primeiro em divx. Idem para as séries de TV. Muitas das que comprei, se não todas, nunca teria sequer visto se não as tivesse descoberto online.

Com a música é um bocado diferente. Já não me lembro da última vez que comprei música. Isto porque de tudo o que saco, por muito que me agrade, acaba por ser o que menos falta faz ao meu bem estar, e qualquer dos casos os meus gostos tendem a pender para material legalmente online, seja por podcasts ou autodistribuição.

Os comics são o melhor exemplo. Há alguns anos deixei de ler BD pura e simplesmente porque já não tinha dinheiro para comprar. Durante meses não li nem um comic novo. Até que descobri onde arranjar scans online, e passei a ler tudo e mais alguma coisa.

Por algum tempo. Porque exposto a bem mais do que alguma vez teria possibilidade para comprar, os meus gostos evoluíram, e passei a ser bem mais exigente. E eventualmente voltei a comprar as coisas de que gosto, tudo material que só conheci porque saquei primeiro.

É verdade que continuo a sacar bem mais do que compro, mas isso traz-nos de volta à Marvel. Se eles conseguirem o que querem, e pararem com a pirataria do material deles (por improvável que seja), eu vou deixar de ler tudo o que eles editam, ou quase tudo. E depois de pensar bem no assunto, cheguei à conclusão de que quase nada do que publicam me vai fazer falta. Sabendo que é por esse nível que costuma andar o padrão de qualidade deles, dificilmente arriscarei comprar algo às cegas, e consequentemente perderei o que quer que eles eventualmente publiquem de realmente interessante. Enquanto que, sacando, vou experimentando de tudo um pouco sem problemas.

Estou curioso em saber quanto dinheiro a Marvel perderia com o eventual fim da pirataria.

Desaires de hardware 2: Electric Boogaloo

Posted by | Posted in blog, tech | Posted on 06-09-2010

Como poderão estar recordados, recentemente tive uns azares com o meu computador.

A situação acabou por resolver-se com a ajuda de um amigo. Por €20 (que por acaso ainda não paguei porque não voltei a estar com ele; olá Flávio), ele substituiu-me a motherboard, o processador, e o disco rígido principal, e ainda me deu uma placa gráfica. Não foi material novo, mas estava em bom estado.

A máquina ficou com alguns pontos inferiores ao que eu tinha antes, nomeadamente um processador mais lento e menos portas USB, mas pelo menos ficou a trabalhar. E a verdade é que o resto era superior ao material que avariou.

Com a configuração nova, acabei por ficar com 3 discos rígidos. O novo principal, o antigo principal que passou a ser secundário, e o externo.

Passados dias, depois de finalmente ter tudo no computador ligado como eu queria, a máquina deixou de reconhecer o disco externo. Pensei que fosse algum erro de configuração da minha parte, ou então o disco a dar o berro, mas não fiz muito mais com ele, até porque não tinha necessidade urgente dos dados que lá tenho. Mais tarde verifiquei noutro pc, e o disco está a funcionar bem.

Uma semana e pouco depois, o disco secundário foi à vida. Já quando o usava como principal ele dava sinais de desgaste, mas agora, mesmo só como secundário, estava constantemente a ter soluços e a encravar o sistema todo. Desliguei-o e reformei-o, esperando só poder eventualmente ligá-lo externamente para sacar de lá os dados de que ainda preciso.

Hoje de manhã, ao ligar o pc antes de sair de casa, descubro que o disco principal também está a dar as ultimas, se não as deu já. Ontem crashou duas vezes sem motivo aparente, e ao fazer reboot o pc não encontrou a drive para boot. Mas passados uns minutos, lá conseguiu. Decidi deixá-lo descansar durante a noite. Só que hoje de manhã, crashou passados dois minutos de estar a trabalhar, e desta vez ouvi nitidamente o mecanismo do disco a fazer sons estranhos. Mau sinal, portanto.

Não sei como a coisa vai estar logo à noite, mas quer parecer-me que vou estar outra vez offline por uns tempos…

Warren Ellis Made Me Do It

Posted by | Posted in blog | Posted on 05-09-2010

(Aviso: o texto que se segue é a coisa mais nerdy que alguma vez escrevi na vida, de tal maneira que acho que durante meses não vou poder sequer MENCIONAR o nome Warren Ellis.)

A imagem acima é da mais recente t-shirt à venda no site WarrenEllis.com.

E eu TENHO que ter esta t-shirt.

Há muito tempo (menos tempo do que eu gostaria, sinceramente), a minha vida resumia-se à minha escola ou emprego, à minha familia e a dois amigos. Vivia fechado sobre mim mesmo, num mundo completamente desligado do restante universo, porque simplesmente não sabia como fazer a ligação.

Quando encontrei a escrita do Warren Ellis, descobri que o trabalho dele tinha um efeito muito especial em mim.

Quando ele falou em Combat Media Hubs, uma espécie de portal de multimedia contra-cultural, eu tentei fazer um, e falhei.

Quando ele falou em blogs como modo de expressão cultural, eu criei um que ainda hoje dura (como é evidente pelo facto de estarem a ler isto), e através do blog os meus interesses diversificaram-se, estimulei a minha criatividade, e comecei a interagir com mais gente.

Quando falou de podcasts, eu criei um. Não foi um grande êxito, mas tive o privilégio de ser um dos pioneiros do podcasting nacional, o que me levou a fazer novas amizades, conhecer gente interessante, e a ter experiências novas.

Quando ele fala em conceitos e ideias, a minha imaginação e sentido de maravilhoso despertam, e invariavelmente surgem-me novas ideias próprias, que me dão uma vontade quase irresistível de Criar.

Basicamente, quando ajo sobre o que ele diz, acontecem-me coisas boas.

A voz autoral dele encaixa no meu cérebro, e leva-o a sitios novos. 90% do que tenho de positivo na minha vida (e quase toda a gente que conheço) vem, indirectamente, do trabalho dele.

Warren Ellis made me do it.

Eu PRECISO desta t-shirt.

Memórias aos quadradinhos – O Cavaleiro das Trevas

Posted by | Posted in bd/comics, blog | Posted on 04-09-2010

“Que raio é isto?”, pensei eu ao ver aquele objecto estranho.

Naquele sítio da papelaria, num daqueles expositores rotativos para revistas, o que estava normalmente à venda eram livros de banda desenhada importados do Brasil. Tamanho pequeno, cerca de 80 páginas. Apesar de alguma exposição a outros formatos, para a minha mente de 11 ou 12 anos (não me lembro se estava no primeiro ou segundo ano do ciclo preparatório) banda desenhada era aquele formato, e mais nada.

Por isso o objecto à minha frente deixou-me algo baralhado. Tinha menos páginas, era notoriamente mais fino, e mais alto. Era banda desenhada na mesma (era uma série do Batman, tinha que ser banda desenhada), mas era estranho para mim.

E estranhamente fascinante.

Ainda tinha uns minutos antes do autocarro chegar, e a paragem era na esquina em frente, não estava a mais que uns 20 segundos. Achei que valia a pena folhear o objecto, e foi o que fiz.

Não é exagero dizer que a minha vida mudou naquele momento.

O comic em questão era o primeiro número da versão brasileira do Dark Knight Returns.

Não preciso de explicar a importância dessa série no panorama da BD mundial. Primeiro porque provavelmente já sabem qual foi, e segundo (mais importante ainda) porque eu não fazia ideia nenhuma do impacto geral daquele projecto. Soube, no entanto, o impacto que teve em mim.
Não só o formato, mas a densidade da história, a maneira fora do comum como estava contada, a arte… Na altura eu só estava habituado a BD da Marvel relativamente banal, daquela fase do final dos anos 70/inicio dos anos 80 em que pouco ou nada se passava de interessante. Eu gostava, mas na sua maioria, não era material exactamente complexo.

Mas assim que comecei a ler o Cavaleiro das Trevas, as coisas mudaram. É dos poucos pontos da minha vida em que consigo apontar exactamente quando e porquê os meus gostos mudaram.

Decidi que haveria de comprar aquele livrinho, e foi o que fiz poucos dias depois. Aquele e todos os números seguintes (ainda hoje os tenho, embora em versão encadernada; o meu tio tinha uma tipografia, e já na altura eu adorava livros em capa dura, pelo que lhe pedi para fazer um a partir dos números individuais).

Foi a primeira colecção que fiz, fosse do que fosse.

Naquele momento, no entanto, não tinha dinheiro comigo, pelo que abusei da paciência da dona da papelaria, e não resisti a ficar mais uns minutos a folhear o livro.

Posso estar enganado, mas acho que foi a primeira vez na minha vida que perdi um autocarro.

BIC

Posted by | Posted in blog | Posted on 03-09-2010

(Foto por iPhil)

Olhem para o Jorge.
Agora para mim.
Agora para o Jorge.
De volta para mim. Um de nós fez a barba recentemente.
Olhem para cima. Testa cheia de borbulhas, acne juvenil aos 34 anos, a lembrar-me que sou jovem de espírito.
Agora para baixo. A minha cara está CHEIA de cortes, e não estaria se eu me tivesse lembrado de comprar lâminas decentes, em vez de me sujeitar a uma BIC ranhosa do meu pai, que me trucidou completamente a cara.
A minha t-shirt é verde.

Colunas

Posted by | Posted in blog | Posted on 02-09-2010

Apesar de estar empenhado em manter o Armário em movimento (“Armário em movimento”=story prompt?), não posso estar aqui todos os dias. Há sempre imprevistos, eu nem sempre estou inspirado, e epá, acreditem ou não eu até tenho vida própria! De vez em quando…
De forma que, para evitar dias sem posts novos, decidi olhar para o meu “arquivo morto”, e ver o que posso aproveitar.

E encontrei algumas coisas relativamente interessantes.

Entre elas, estão ideias e textos para duas colunas quinzenais que pensei há tempos.

O que se passou foi o seguinte: Quase contra minha vontade, dou comigo a passar bastante tempo no Facebook (ao contrário do Twitter, onde estou quase sempre e ninguém me arranca de lá). E comecei a pensar que, tirando os habituais posts de uma frase só, a plataforma tem pouco conteúdo próprio. Há montes de links para outros lados, sim, mas eu estou a falar de coisas feitas a pensar no Facebook. Afinal de contas, é um sítio onde é quase certo que toda a gente tem algum público garantido, por pequeno que seja. E como vi pouca gente a aproveitar isso, decidi deitar eu mãos à obra.

E depressa percebi porque há poucos a fazer o mesmo. O Facebook é PÉSSIMO para conteúdo próprio. Se se quiser fazer um vídeo, ou fotos, ou algo igualmente visual, dá para lá meter o link, e aparece um thumbnail e pronto, tudo bem, mas depressa se afunda na torrente de novidades. Se se fizer algo em texto, como eu pretendia, é pior ainda, porque os posts são extremamente limitados em termos de espaço. Para fazer algo maior, é preciso fazer uma note e tratá-la como link externo. O que me parece não só francamente estúpido, como pouco prático. Portanto acabei por abandonar a ideia.

Apesar disso, tinha já anotações e conteúdo feitos para as tais duas colunas. A minha intenção era fazer 25 de cada uma, e alternar semanalmente, mas a verdade é que não arranjei temas suficientes.

A primeira dessas colunas ter-se-ia chamado “Memórias Aos Quadradinhos”. Seria bastante pessoal, literalmente autobiográfica, e seriam relatos de pequenos episódios da minha vida marcados pela presença de banda desenhada.

A outra tinha o nome de “Sou Contra: Ódios viscerais destilados quinzenalmente”. O título explica mais ou menos a ideia. Basicamente, era para dizer mal. Muito. Tanto quanto possível. De qualquer coisa que me irritasse, por pequena que fosse. O tom seria um bocado irónico (os dois primeiros temas seriam “Gente que usa a internet para dizer mal de tudo e mais alguma coisa” e “hipócritas”), mas não completamente. A brincar a brincar, sempre iria desabafando.

Tudo isto para dizer que ainda tenho alguns restos destas ideias em arquivo. Não se admirem se aparecerem por aqui brevemente.

Renovação

Posted by | Posted in blog | Posted on 01-09-2010

Notei recentemente, e se calhar vocês também (se é que “vocês” ainda existem, sequer), que já não faço posts novos aqui no Armário há uns tempos. E que mesmo os últimos que fiz foram, no mínimo, esporádicos.

Várias razões para isso. Todas verdadeiras, e todas soam a desculpas esfarrapadas. Por isso não vos vou dar nenhuma.

O que VOU fazer, no entanto, é rededicar-me a este site. Inspirado pelos bons resultados do esforço do Jorge Amorim, pretendo fazer algo de semelhante nos próximos tempos.

A grande diferença é que, ao contrário dele, eu planeio variar bastante o tipo de posts. Desde bloguiçes normais (embora mais curtas do que é meu costume), até reutilização de coisas escritas há tempos mas que nunca publiquei, passando por ficção, e com alguma sorte, mais mixtapes. Vou publicar tudo o que me vier à cabeça, basicamente.

E para comemorar esta rededicação, decidi mudar também o aspecto do site. Já estava com a velha pele há pelo menos dois anos, e como na Net a reinvenção é a alma do negócio, achei que era boa altura para mudar o visual. Não há alterações no funcionamento, é mesmo só uma questão de aspecto renovado, e como tal, é giro, e assim, mas acaba por não ser o que mais interessa.

O que interessa é que, nos próximos tempos, vou andar bastante por aqui. Espero que vocês também. Se ainda existirem.

Desaires de hardware

Posted by | Posted in blog, tech | Posted on 04-08-2010

Por motivos que não são para aqui chamados, precisei de fazer um upgrade da RAM do meu pc de 512mb para 1gb, comprando 512mb adicionais.

Ontem lá fui à loja comprar (Dualinfor, em Mafra, acho que eles não se importam que eu mencione o nome), e assim que cheguei a casa instalei logo.

E bastou-me ligar a máquina para sentir cheiro a queimado.

Desliguei logo, retirei a RAM adicional, voltei a ligar. Já não cheirou, mas também não arrancou. Não fez mais nada.

Hoje fui à loja, preparado para refilar e protestar pelo facto do material vendido por eles me ter estragado a máquina. Começaram logo por esclarecer que não assumem responsabilidades por instalações feitas em casa pelos clientes, só na loja e/ou pelo técnico deles.

Ainda conversámos um bocado, mas basicamente assentou-se que eles testariam a RAM presumivelmente defeituosa num pc deles, e aí veríamos o que eu teria que protestar ou não.

Testou-se a RAM, à minha frente, e no final ainda verifiquei o número de série só para ter a certeza. Funcionou.

Ou seja, fiquei sem ter ponta por onde pegar, e não sei se os posso censurar por isso. Ainda assim, pedi-lhes para me trocarem a RAM por outra igual, porque não estou confortável com aquela placa. Aceitaram, encomendaram outra, esperam tê-la disponivel até ao final da semana.

Claro que agora não tenho pc onde usá-la…

Over The Top

Posted by | Posted in blog, escrita | Posted on 29-07-2010

O texto que se segue não é uma boa história.

O que se passou foi que há uns tempos, eu estava aborrecido no emprego durante a hora de almoço, e decidi agarrar neste texto, e adaptá-lo para BD, como exercício. A ideia era ver como me saía a escrever uma cena de acção num guião. E matar algum tempo.

Só que pronto, não é uma boa história, o final não tem piada, etc.. Mas pronto. Se havia de estar a ocupar espaço sem fazer nada na minha pen, agora passa a ocupar espaço sem fazer nada aqui.

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