
Post rápido, que estou com alguma pressa, peço desculpa. Mas achei que seria demasiado irónico adiar mais isto…
Durante este fim de semana, durante mais uma das minhas batalhas contra a procrastinação (batalha que assumo ter perdido), acabei por ir parar a este artigo.
Inspirado por ele, decidi tomar a atitude de me comprometer publicamente a dedicar uma fatia do meu dia, todos os dias, à escrita.
Infelizmente, o meu calendário é complicado, e certas fatias serão algo finas. Mas tenciono dedicar pelo menos meia hora de Segunda a Quinta, e uma hora de Sexta a Domingo. E para já, vou manter esse calendário até final de Julho. Espero continuar para além disso, mas um passo de cada vez.
E sim, eu sei que meia hora é realmente pouco, mas antes isso que nada, e no final da semana ainda é um bocado de tempo jeitoso.
E para me forçar MESMO a cumprir isto, vou twittar todos os dias o meu progresso, com a tag #MHED (Meia Hora de Escrita Diária). Caso queiram acompanhar, o meu twitter é @jjnopants. O link está no menu no topo deste site. Ou podem acompanhar na página “Vida Online” do mesmo menu, se quiserem.
E pronto, por hoje é só. Desejem-me sorte.
Hoje veio a público a noticia de que Michael Bay não só vai deixar a saga Transformers, como está a pensar abandonar, pelo menos por enquanto, o tipo de filmes que o tornou famoso, e dedicar-se a filmes “sem explosões”.
Aplaudo a decisão do senhor de tentar crescer como artista, mas espero que não seja permanente. Afinal de contas, o que ele faz pode não ser propriamente material intelectual, e muitas vezes até pode nem ser a meu gosto, mas o que ele faz, faz bem.
E como o próprio diz na entrevista acima linkada, o que ele faz não é tão fácil como pode parecer. Basta ver gente como o Stephen Sommers, cujos filmes são completamente intragáveis, para confirmar isso.
“E os do Bay são assim tão melhores”, perguntais vós?
Eu acho que são, sim. No pior dos casos, são filmes que dão para ver. Filmes pipoca, certo, entretenimento quase descartável. Mas bem feito. E vejamos a filmografia do senhor, só para termos a certeza:
- Bad Boys: Não é um grande filme, ok, mas é divertido. Muito disso será pelo Will Smith, mas não interessa. É divertido, vê-se bem.
- The Rock: Não me venham com merdas, este é provavelmente O filme de acção dos anos 90. Ok, talvez não, mas é UM DOS filmes de acção dos anos 90. E é muito bom mesmo.
- Armageddon: Sim, não é assim lá muito bom, e chega a ser um bocado parvo ocasionalmente. Mas não me lixem, é divertido como o caraças.
- Pearl Harbor: Nunca vi, não quero ver. Não só pressinto que é uma grande seca, como o trailer irrita-me imenso, porque tem uma bomba a cair de nariz quando deveria cair horizontalmente. Eu sei, é ridiculo, mas faz-me não querer ver o filme. Eu às vezes tenho destas coisas.
- Bad Boys II: Nunca vi, não posso dizer que esteja ansioso por ver, mas se passar no Hollywood, ou assim, verei de certeza. Se for mais do mesmo, para mim é mais que suficiente. Mesmo sabendo que é para descansar o cérebro.
- The Island: Outro que nunca vi, mas diz quem viu que não sendo mau de todo, podia ser bem melhor do que é. Este cheira-me a que sofre por conflito de sensibilidades entre o realizador e o argumento. Mas não sei. Qualquer dos casos, mesmo que seja mau, não deve ser tão mau que seja uma mancha no currículo do homem.
- Transformers/Transformers II: Não vi nem um nem outro, mas pelo que me dizem, e é a ideia que tenho deles, são entretenimento despretensioso e eficaz. O que já é muito.
Não vejo aqui nenhum crime contra a Sétima Arte. Muito pelo contrário, vejo aqui talento para um determinado tipo de filmes, que tenho pena que se perca, sob pena de ter que assistir à ascenção de maus imitadores (ver o senhor que mencionei acima, por exemplo).
Portanto, meu caro Bay, não te vás por muito tempo. Porque mesmo que eu não goste de tudo o que fazes… Bom, em duas palavras:
You’re Awesome.
Meros segundos antes de escrever este post, terminei a minha última história para o PALAVRAS CONTADAS.
Porra, que alivio do caraças!
O site começou com uma ideia gira. Cinco autores, um para cada dia da semana, escreveriam todas as semanas uma história completa em 300 palavras. Assim, de Segunda a Sexta o blog teria uma história nova para ler todos os dias. Isto duraria um ano, e passado esse ano, eu continuaria como “editor-chefe”, e outros cinco autores tomariam conta da parte da escrita.
O plano era esse, mas acabou por não correr assim tão bem. Houve quem, por motivos de força maior, tivesse ficado pelo caminho, e quem não ficou também saltou uma semana aqui e ali. E em vez de prosseguir com uma segunda equipa de escritores, o site vai deixar de funcionar regularmente, não só porque essa segunda equipa não se materializou completamente, como porque eu estou… digamos que indisponivel… para andar constantemente a pressionar os meus amigos para produzirem mais, e como tal não me apetece permanecer como “editor-chefe”.
Isto foi o que correu mal.
O tal alívio, no entanto, não é do “final” do projecto que vem. Vem, isso sim, de me libertar da parte da escrita.
Não me entendam mal. Escrever para o site, e participar no projecto em geral, foi uma experiência fantástica, e isso inclui a escrita das histórias.
Mas se é verdade que até mais ou menos a meio do projecto sentia que estava a crescer como escritor, e que apesar de uma ou outra história ser mais fraca, a maioria era bastante razoável, também é verdade que a partir daí, as histórias começaram a ser progressivamente mais dificeis de escrever. Não por falta de ideias, mas por dificuldade em encaixá-las em 300 palavras de forma coerente. Há mais histórias que não me agradam nas que escrevi nessa segunda metade do que na primeira.
E honestamente, nem sequer sei a causa da minha frustração. Não consigo perceber se as 300 palavras se tornaram pouco para mim, porque piorei como escritor, ou pelo menos algumas das minhas falhas tornaram-se mais evidentes, ou porque pelo contrário, melhorei, e as minhas histórias e personagens deixaram de poder ser encaixados confortavelmente em tão pouco espaço.
Seja por que motivo for, o certo é que deixar de ter que as escrever é um alívio. Não troco a experiência de as ter escrito por nada deste mundo, mas porra, ainda bem que acabou!
É raro, mas ocasionalmente, temos um vislumbre perfeitamente nítido de aspectos nossos com que nem sonhávamos, ou que suspeitávamos existirem mas que não tinhamos como certos.
Ou que até sabemos que existem, mas que preferimos negar.
São momentos que nos dão certezas absolutas, e embora eu já tenha tido alguns ao longo da minha vida, acontecem-me com pouca frequência, e pelo que me dizem as pessoas que me são íntimas, eu sou um felizardo por ter tantos como tenho. O que significa que são MESMO momentos raros.
Hoje de manhã, tive um desses momentos.
Eu estive de férias na semana passada. Como tal, estava à espera de encontrar hoje no emprego bastante serviço acumulado, questões por resolver, etc..
Mas para meu alívio, não encontrei nada disso. Só tinha dois emails por responder, e mesmo esses não eram particularmente urgentes.
De forma que comecei a manhã, depois do meu café costumeiro, a organizar o resto do meu dia, fazendo listas de tarefas, preparando documentos, e tal.
Apesar de me queixar quando o serviço corre mal por alguma razão, a verdade é que eu gosto do que faço. Não ADORO, não vivo para o meu trabalho, e estou sempre ansioso por ir para casa e não pensar nele. Mas a maioria das tarefas agradam-me, especialmente quando correm tão bem quanto estavam a correr nesta manhã.
E ao organizar o meu dia, dei por mim a largar um suspiro prazenteiro, e a deixar-me inundar pela Realidade do meu escritório.
Foi quando veio o tal momento. E subitamente, vi-me emocional e intelectualmente preenchido por um pensamento simples.
“Eu não pertenço aqui.”
Passei o resto do manhã a tentar negar isso. Ainda não consegui.
Estou a pensar seriamente em adoptar o Manifesto do Culto do Feito como a minha nova bíblia.

Até lá, pelo menos já o tenho como wallpaper.
E não, não concordo com tudo literalmente, mas o espírito está lá. Um dia destes, se conseguir adoptar o Manifesto como parte do meu dia a dia, explico aqui o que adaptei ligeiramente.
Até lá, Há Que Fazer!
(via calebmonroe.com)
É bem mais frequente do que eu gostaria apetecer-me escrever algo, ou mesmo estar em processo de escrita, e não saber o que fazer. Ou me falta a ideia certa, ou não sei como aplicar as ideias que tenho, ou estou pura e simplesmente encravado. E quando isso acontece, o que me vem à cabeça é “quem me dera ter um truque qualquer para desencravar”.
O que é realmente estúpido nisto é que eu TENHO um “truque”, ou pelo menos um método, que quase sempre produz bons resultados. O problema é que me esqueço que o tenho, por alguma razão. Eu sei, isso não faz sentido nenhum. Mas acontece-me.
Portanto, para que não me volte a esquecer, vou descrever aqui o que costuma resultar comigo nessas circunstâncias. Não quer dizer que resulte com mais alguém, ou sequer que faça sentido. Mas 90% das vezes, comigo resulta. Quando me lembro, claro. Enfim.
Bom, vamos ao primeiro passo. Nomeadamente:
- Meditar. Isto é um bocado controverso, porque há várias definições para “meditação”, e vários usos para cada uma das definições. Portanto, o que eu faço aqui pode não ser considerado meditação propriamente dita, mas é um nome tão bom como outro qualquer.
O que eu faço é sentar-me direito, numa posição confortável, preferencialmente de cinto solto, pés plantados no chão, e descalço. Fecho os olhos, concentro-me no ritmo da minha respiração, que tento manter calma e regular, e tento pensar repetidamente numa palavra, o meu “mantra” pessoal, até que seja o meu único pensamento (não interessa qual é o meu mantra; é adaptado de um que encontrei numa lista online; o que interessa é que é curto, fácil de fixar, e soa-me bem). E tento fazer isto por 15 minutos, embora normalmente seja mais próximo dos 10.
O que isto me faz é uma espécie de reboot ao cérebro. É como se o limpasse de toda a palha, de todas as porcarias que no momento não interessam nada, e as atirasse para o fundo da minha consciência, deixando vir à tona aquilo que me interessa. Ou seja, as ideias.
Aquilo que eu disse acima de deixar o mantra ocupar por completo a mente? Falha sempre. E é isso mesmo que eu quero que aconteça. Porque quando falha, falha porque me surge uma qualquer ideia solta, vinda não sei de onde, com a qual posso trabalhar. E pimba, estou desencravado.
Isto quando resulta, claro. Caso surjam ideias que não servem, ou não surja mesmo nada, então sigo para o passo seguinte:
- Um duche. Tão simples como isso, sim. Um duche quente, mas não a ferver, mais para gozar a sensação da água a correr sobre mim do que propriamente para me lavar. E no meio das sensações, deixo a mente vaguear, sem restrições. Se tudo correr bem, o efeito é o mesmo do primeiro passo. Se correr mal, então passo para o terceiro passo:
- Uma caminhada. Durante muito tempo fiz uma caminhada diária de 5km, sozinho, sempre pelo mesmo percurso, com o leitor de mp3 cheio de audio-livros ou podcasts, mas sem nunca me preocupar em prestar demasiada atenção ao que estava a ouvir. Mais uma vez, a ideia era deixar os pensamentos vaguear. Eu não fazia a caminhada, originalmente, para fins criativos, era mesmo para perder peso (e resultou, agora é que já o recuperei; mas isso é outra conversa). Mas depressa reparei que as minhas melhores ideias vinham durante a caminhada, e eventualmente passei a usá-la mesmo para isso. Infelizmente, já não a posso fazer tantas vezes quanto desejável, por isso tenho que depender mais dos passos anteriores.
E quando nada funciona?
Simples. Insulto-me, questiono a minha capacidade para ser criativo, fico deprimido, decido que sou uma fraude e não tenho jeito nenhum para estas coisas, e vou fazer outra coisa qualquer.
Quando volto ao que deixei, um ou dois dias depois (ou mesmo só algumas horas, em certos casos), costumo já ter uma perspectiva diferente, e normalmente sei o que fazer para prosseguir. Ocasionalmente implica deitar fora boa parte do que escrevi, outras vezes é só seguir numa direcção diferente com o texto.
Se, mesmo assim, ao voltar ao trabalho não sei o que fazer… Mais vale meter no arquivo, e trabalhar noutra coisa qualquer. Se um dia surgir a ideia certa para continuar, melhor.
Se não surgir, é no arquivo que ela fica, porque o meu tempo é demasiado precioso para matar a cabeça com coisas que não têm solução aparente.

Esta imagem foi completamente pirateada por mim.
Ora portanto, o filme do Wolverine estreou.
156 milhões de dólares de receita internacional só no primeiro fim de semana. Isto apesar de quase todas as críticas serem incrivelmente negativas.
Mas mesmo assim, foi um êxito. Como toda a gente esperava.
Toda a gente?
Não.
Agora que o filme está a render, fala-se pouco no assunto, mas é bom que se fale mais, e a sério. Porque se bem estão lembrados, este foi o tal filme cuja workprint surgiu há semanas em todos os bons pontos de distribuição pirata. E nos maus também.
E na altura, como devem lembrar-se, entrou tudo em pânico! Investigações foram lançadas, gente foi despedida. Temeu-se pelo impacto na receita, não só no facto do filme estar disponivel para visionamento antes da data de estreia, mas também pelas más críticas que recebeu logo de início.
E afinal de contas…
156 milhões.
Meus amigos, e minhas amigas: Quando alguém vos disser que a pirataria prejudica as receitas seja do que for, mencionem este caso, ok? Só para ver a reacção.
E depois contem-me, que estou interessado em saber.
Na sexta-feira à tarde, uma amiga convidou-me para ir ao cinema. O filme foi engraçado, e eu atirei-me a ela impiedosamente, só porque sim (desculpa, linda, tu sabes que foi só a brincar). Um bocado bem passado, portanto.
À noite, fui jantar com um dos meus irmãos, e a respectiva familia. Sabe sempre bem.
Sábado de manhã, voltei ao workshop de BD, e como é tradicional, tomei o pequeno almoço com o Jorge, e almocei com ele e o resto do pessoal do workshop. Já sentia a falta.
Sábado à noite, fui ao jantar de anos do Ricardo. Apesar do questionável gosto da música “ambiente” no restaurante, gostei imenso de estar com ele. E com a esposa também, claro.
O domingo foi quase todo passado com o Amadeu e a Mafalda. Apesar de ter envolvido acartar sacos e consertar o meu computador, eles são daquelas companhias que quase garantem boa disposição.
Foi este o meu fim de semana. Pelos padrões normais, foi excelente.
Mas não chegou para tornar o meu coração mais leve.
Os seguidores fiéis do meu blog que me perdoem (embora suspeite que já são poucos, mas pronto). O que se segue não é, de todo, uma declaração de falta de respeito por vós da minha parte.
Mas… Antigamente, quando eu actualizava este blog, a minha ideia principal era sempre “deixa lá dizer umas coisas ao pessoal que lê o meu blog”. Actualmente, no entanto, dou comigo bem mais vezes a pensar “deixa lá escrever um post no blog, para o pessoal que me acompanha no Twitter saber mais pormenores sobre [seja qual for o assunto]“.
Isto custa-me um bocado, porque realmente tenho o maior dos respeitos por quem ainda tem a pachorra de esperar por actualizações aqui no burgo. Mas como passo tanto tempo no Twitter, e como tenho criado uma lista de followers respeitável… acabo por dar comigo a pensar assim.
Enfim. As coisas mudam. Veremos quando voltarão a mudar…