Às vezes, as palavras simplesmente não saem.
Hoje está a ser um dia desses. Quero escrever, e não me sai nada. Era suposto começar hoje a escrever o meu conto novo, e não me saiu nem uma palavra. Tentei reformatar a coisa, reordenar as cenas, criar um novo inicio… Nada. Sempre encravado.
É verdade que estou outra vez na fase de pensar coisas como “esta merda desta história não vale nada”, “eu não tenho talento nenhum para isto, e nunca vou ter”, e outros disparates (façam-me a vontade, e não digam que são verdades, ok? Obrigado). Mas não acho que seja só disso. Porque isso sinto eu muitas vezes, e não me costuma impedir de produzir, mesmo que fique inseguro do que produzo.
Mas pronto. Como não é a primeira vez que isto acontece, já sei que não vale a pena estar horas a olhar para o monitor, coisa que não resulta e só me enerva. Portanto deixei para amanhã. Não tenho prazo apertado, logo mais vale descansar o cérebro. Até porque ainda preciso de pesquisar algumas coisas, como tal não vou estar exactamente parado.
E nem sequer me sinto mal, porque até tenho andado produtivo nos últimos tempos. Defini cinco conceitos para histórias curtas, e com um deles estruturei uma história completa, a tal que era para começar hoje. Os outros podem vir a ser desenvolvidos no futuro. Criei um mock-up para uma versão simples da capa do Ouve-me, uma vez que a ideia original era mais complexa que o desejável. Tenho tomado passos para crescer como escritor. Dei alguns retoques aqui no site, incluindo reestruturação das páginas dos meus livros, e um QR code para o LuisFilipeAlves.com ali ao lado. E reli o Paragens, para finalmente fazer a revisão, que só não comecei ainda porque a minha impressora não colaborou.
A leitura foi uma experiência interessante, por acaso. A última vez que li o livro foi pouco depois de o ter escrito, por isso não sabia qual seria a minha reacção agora.
A primeira metade é terrível.
Não está mal estruturada, pelo que nisso não tocarei na revisão. Mas está bastante mal escrita em quase todos os outros aspectos. Vai dar bastante trabalho.
Por outro lado, a segunda metade está melhor. A estrutura básica continua igualmente satisfatória, mas a escrita está mais próxima do aceitável, e os eventos encadeiam-se uns nos outros, em vez de serem só coisas que acontecem de vez em quando. Vai dar-me menos trabalho, apesar de saber que há pelo menos duas cenas que terão que ser refeitas quase do zero. Mas para ser sincero, estava à espera de pior. Portanto, está-se bem.
Pronto, por hoje é só. Veremos se amanhã consigo escrever alguma coisa. Olho na barra lateral, pessoal!